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segunda-feira, 30 de maio de 2011

Sondagem em Matemática


Objetivos do ensino da Matemática
          Comunicar-se matematicamente apresentando resultados  precisos, argumentar sobre suas hipóteses, fazendo uso da   linguagem oral e de suas representações matemáticas estabelecendo relações entre elas;
           Sentir-se seguro para construir conhecimentos matemáticos, na busca de soluções;
           Interagir com seus pares de forma cooperativa na busca de  soluções para situações problema, respeitando seus modos de  pensar e aprendendo com eles.
Avaliação diagnótica inicial em Matemática
          feita ao longo dos primeiros contatos do professor com a classe, no início do ano letivo;
          essencial para conhecer cada aluno e suas necessidades;
          momento de observar o que os alunos já sabem, registrar as observações, para poder planejar as primeiras intervenções individuais (Sondagem das Idéiais)
SONDAGEM DAS IDÉIAS MATEMÁTICAS
           Quais conhecimentos têm a respeito da escrita dos números;
           Quais estruturas aditivas e multiplicativas, que classes de problemas eles costumam utilizar;
           Quais recursos utilizam para representar os cálculos que fazem ao resolver situações problema.
          Conhecem os números redondos e suas seqüências, mas não os números que estão nos intervalos.
          Relacionam o “nome do número” com a forma de escrevê-lo.
          Estabelecem relações entre os números redondos e a numeração falada, pois sabem que algo permanece e algo muda, mas não sabem o quê.
          Escreve números convencionalmente.
CONSÍGNA: Dizer às crianças que vão escrever números pequenos e grandes que serão ditados pela professora;
           Entregar uma folha de sulfite (sem pauta) e pedir para escreverem o nome;
           Fazer o ditado dos números misturando números grandes e pequenos;
           Recolher as folhas e proceder à análise para registrar no quadro de observação;
          Propor um ditado de números, pequenos e grandes;
           A escrita dos números deve ser individual.
Exemplo
·         Faça o ditado dos números na ordem em que estão apresentados :200 – 40 – 2029 – 63 - 1238 – 307
                      583 – 3000
          Pesquisas revelam que as crianças não aprendem os números seguindo a ordem da série, ou seja, de um em um, estabelecendo relações de vários tipos pra identificar os números e produzir suas escritas.
                Por exemplo:
   Conhecem os números redondos e suas sequências – 10, 20, 30, 40, etc; 100, 200, 300, 400, etc; 1000, 2000, 3000, 4000, etc. - , mas não sabem os números que estão nos intervalos
          Relacionam o “nome do número” com a forma de escrevê-lo.
Por exemplo:
se o nome  de um número é quarenta e seis e o do outro é  quarenta e três, a escrita desses dois números deve começar com 4, pois falamos, quarenta, que se parece com quatro. Se fosse cinquenta, escreveriam o 5. (Observe que o número vinte é uma irregularidade, pois seu nome não estabelece com o número 2.)
As hipóteses das crianças
          Estabelecem relações entre os números redondos e a numeração falada: 201 (para 21), 51000 (para 5000), 34 (para 43), pois sabem que algo permanece e algo muda, mas não sabem o quê;
. Mesmo sem saber a denominação dos números as crianças acham que um número é maior porque tem mais algarismos. Algumas vezes, ao comparar números com grande diferença no valor absoluto dos algarismos que o compõem, como: 111 e 99, as crianças se orientam pelo valor absoluto
Observação: É no confronto destas diferentes hipóteses que os alunos poderão construir os conceitos de dezena, centena e milhar, entre outros.

Orientação para sondagem sobre as estruturas aditivas e multiplicativas, e sua representação
          Resolver individualmente os problemas propostos;
           Prepare com antecedência tirinhas de papel, copiando em cada uma delas um problema diferente;
           Organize a classe em grupos de quatro crianças e entregue uma tirinha a cada aluno;
           Quando terminarem, devem passar sua tirinha para o colega, e todos vão fazendo isso até que cada aluno tenha resolvido os quatro problemas;
           Faça o registro a cada sondagem realizada.
Sugestões de problemas a serem propostos (campo aditivo)

1. Pedro tinha 15 figurinhas em seu álbum. Ganhou algumas e agora tem 33. Quanta figurinhas Pedro ganhou? Transformação simples negativa
2. Estão em um lago 35 peixes de cores amarela e vermelha. Se 17 são amarelos, quantos são os peixes vermelhos? Composição com uma das partes desconhecidas
3. Marcos começou um jogo com 31 bolinhas de gude. Na primeira partida ganhou 19 e ao terminar a segunda partida estava com 40 bolinhas. O que aconteceu na segunda partida? Transformação composta positiva e negativa
4. Paulo tem algumas balas e Mariana tem 18 balas a mais que ele. Sabendo que Paulo tem 36 balas, quantas balas tem Mariana? Comparação
Sugestões de problemas a serem propostos (campo multiplicativo
01 – Uma borracha custa R$0,15. Quanto pagarei por 30 borrachas iguais a essa? Comparação entre razões, idéias de proporcionalidade
02 – Num pequeno auditório, as cadeiras estão arrumadas em 6 fileiras. Cada fileira tem 8 cadeiras. Quantas cadeiras há no auditório? Configuração retangular
03 – Marta foi viajar e levou na mala 3 saias e 2 blusas. De quantas maneiras ela pode se vestir? Combinação
04 – Paulo tem 15 figurinhas e Celso tem três vezes mais figurinhas do que tem Paulo. Quantas são as figurinhas de Celso?Multiplicação comparativa

Observções:
          A Sondagem tanto do Campo Aditivo ou multiplicativo devem ser observadas da seguinte forma:
          RES: Resolveu Problemas ..(1,2,3.....) (preencher com o número de problemas que foram resolvidos
          REP: REPRESENTAÇÃO(preencher com a letra correspondente a representação feita pela criança)
          A.Uso exclusivo de desenhos para representar (tracinhos, bolinhas), mas a resposta é escrita numericamente.
          B. Uso de desenhos e números para representar a resolução de problemas
          C. Uso de algoritmos não-convencionais
          D. Uso de algoritmos convencionais


Sondagem em Lígua Portuguesa


SONDAGEM – Língua Portuguesa 2° ano

Ditado de uma lista de palavras:

 O ditado diagnóstico deve observar os seguintes critérios:
Ø  Planejar uma lista de palavras de mesmo campo semântico;
Ø  A lista deve ter uma palavra polissílaba, uma  trissílaba, uma dissílaba e uma monossílaba;
Ø  Deve iniciar pela polissílaba;
Ø  Evitar escolher palavras que repitam vogais como  BANANA, ABACAXI;
Ø  Uma frase que contenha pelo menos uma das palavras da lista;
Ø  Realizar a sondagem individual com os alunos não alfabéticos ditando cada palavra e solicitando logo após a leitura (registrar as marcas da leitura – o próprio aluno o faz);
Ø  Registrar a data da sondagem;
Ø  Realizá-la periodicamente registrando no Mapa da Classe – obs. Uma única sondagem não possibilita verificar o desenvolvimento da aprendizagem de cada aluno em relação a ele mesmo e em relação ao grupo-classe;
Ø  Para alunos não-alfabéticos solicitar que escrevam com letra bastão.
Ø  Iniciar o ditado pelo nome do aluno; informar do que se trata a lista

Leitura de uma parlenda
A leitura da parlenda deverá seguir os seguintes critérios:
Ø  Entregar para o aluno o texto escrito em letra bastão maiúscula;
Ø  Informar qual parlenda se refere o texto;

Copiar pode ser um encontro com a gente mesmo

Tudo bem, a cópia faz parte das atividades escolares em todos os níveis de ensino, buscando basicamente a transcrição atenta, pelo aluno, de um determinado texto, previamente selecionado pelo professor. E por isso torna-se enfadonha, monótona, cansativa, chata...
No entanto, a cópia pode ser gostosa, estimulante. Quando se lê um texto (prosa ou poesia, ensaio ou informação, ou o que for) e ele nos parece instigante, automaticamente relemos. E depois dessa releitura (que pode até ser a terceira ou quarta) a gente encontra o significativo, o marcante, o belo, o novo, o diferente... E esse trecho que tocou lá no fundo, aquela afirmação que detonou uma explicação que buscávamos há um tempão, ah, isto precisa ser copiado... Num caderno especial, num diário, onde for...
E essa transcrição que todos fazemos (ou fizemos) exige toda a atenção, toda a concentração... Não se pode pular palavras ou frases que desfigurem o sentido do texto; não se pode pular vírgulas ou pontos de exclamação, para não alterar o ritmo do escrito; não se pode alterar nada, porque, afinal, estamos copiando algo que foi escrito por outra
pessoa... E é claro que precisamos anotar também toda a referência: nome do autor, da obra, edição, página etc., pois não sabemos se iremos usar isto algum dia, em algum estudo, relatório ou artigo... E, instintivamente, colocamos a data, como ponto de referência de como foi importante para a gente, num determinado momento (e como isso nos ajuda a conferir nossa própria mudança...).
Quem de nós não teve, quando adolescente, um caderno em que consumia horas e horas para copiar letras de canções? Quem não teve um caderno especialmente bonito para enchê-lo de poemas? Quem não teve uma caderneta para copiar provérbios, frases de caminhão ou qualquer outra forma de expressão da cultura popular?
Então, por que não usar a cópia na escola, em qualquer ano de qualquer grau, de um modo inteligente e pessoal? (...) Por que não pedir a cada aluno que copie um pedacinho ou vários pedaços do que achou bom e bonito? Por que não cada um transcrever uma frase ou um ou dois parágrafos (quantos quiser ou sentir que valem a pena...) de um livro de Literatura ou de Geografia? Por que não encontrar, em livros diferentes, explicações diferentes sobre o mesmo tema e transcrevê-las (quantas tiver achado), para analisar a mais convincente? Por que não, depois da cópia, iniciar uma discussão com todos os alunos, cada um lendo os seus tópicos, os momentos escolhidos e encontrar as semelhanças e os opostos? Não seria tão mais gostoso? Copiar pode ser ótimo se não for mecânico, redutivo e mero exercício de caligrafia... Pode ser, basicamente, o encontro com a gente mesmo.

Escrever quando não se sabe

O que geralmente acontece quando as crianças ingressam na escola? Nas séries iniciais, elas são submetidas a inúmeras atividades de preparação para a escrita, em geral cópia ou ditado de palavras que já foram memorizadas. Primeiro copiam sílabas, depois palavras e frases, e só mais tarde são solicitadas a produzir escritas de forma autônoma.
Isso só acontece na escola. No dia-a-dia, as pessoas aprendem de outro modo: fazendo, errando, tentando de novo, até acertar. A concepção tradicional de alfabetização dá prioridade ao domínio da técnica de escrever, não importando propriamente o conteúdo. É comum as crianças terem de copiar escritos que não fazem para elas o menor sentido: “O boi baba”; “A fada é Fátima”. Os aprendizes não se lançarão ao desafio de escrever se houver a expectativa de que produzam textos escritos de forma totalmente convencional: no início da alfabetização, isso ainda não é possível. Para aprender a escrever, é fundamental que o aluno tenha muitas oportunidades de fazê-lo, mesmo antes de saber grafar corretamente as palavras: quanto mais fizer isso mais aprenderá sobre o funcionamento da escrita. A oportunidade de escrever quando ainda não sabe permite que a criança confronte hipóteses sobre a escrita e pense em como ela se organiza, o que representa, para que serve.
Na escrita existem dois processos que precisam ocorrer simultaneamente. Um diz respeito à aprendizagem de um conhecimento de natureza notacional: o sistema de escrita alfabético; o outro se refere à aprendizagem da linguagem que se usa para escrever. Para que esses dois processos se desenvolvam de maneira adequada “é fundamental considerar os alunos como escritores plenos, capazes de produzir textos diversos dirigidos a destinatários reais e orientados para cumprir propósitos característicos da escrita – informar, registrar, persuadir, documentar –, evitando colocá-los na posição de meros copiadores de escritos irrelevantes, em situações em que a cópia não responde a nenhum propósito identificável” (Actualización curricular).
O ato de escrever implica o controle de dois aspectos fundamentais: o que escrever e como escrever – e isso não é simples, principalmente quando se está aprendendo. Esse é um momento em que os alunos precisam pensar em como escrever, em como se organiza o sistema alfabético de notação.
Muitas atividades podem ser propostas para as crianças explicitarem suas hipóteses, compararem com as hipóteses de seus colegas e com a escrita convencional, em vez de reduzir o ensino à codificação de sons em letras, ou à reprodução de frases ou palavras soltas.
O trabalho em parceria é um grande aliado: pode-se agrupar os alunos e propor que escrevam listas, trechos de histórias, títulos de livros, textos poéticos que conhecem de memória (músicas, parlendas, quadrinhas, adivinhações ou trava-línguas).
Quando estão trabalhando coletivamente, é importante definir com clareza os papéis, para que todos participem: um aluno pode, por exemplo, ditar enquanto o outro escreve, ou um ditar, outro escrever e outro revisar. Esses papéis precisam se alternar, para que sempre haja novos desafios para todos.
Escrita de nomes
Em Psicopedagogia da linguagem escrita, Ana Teberosky propõe: Escrever o próprio nome parece uma peça-chave para começar a compreender a maneira pela qual funciona o sistema de escrita. Por esse motivo, propomos uma possível iniciação do ensino da leitura e sua interpretação a partir do próprio nome da criança, pelas seguintes razões:
1. Tanto do ponto de vista lingüístico como gráfico, o nome próprio de cada criança é um modelo estável.
2. Nome próprio é um nome que se refere a um único “objeto”; com o que se elimina, para a criança, a ambigüidade na interpretação.
3. Nome próprio tem valor de verdade, porque se refere a uma existência, a um saber compartilhado pelo emissor e pelo receptor.
4. Do ponto de vista da função, fica claro que marcar, identificar objetos ou indivíduos faz parte dos intercâmbios sociais da nossa cultura.
5. Do ponto de vista da estrutura daquilo que está escrito, a pauta lingüística e o referente coincidem, e essa coincidência facilita a passagem de um símbolo qualquer para um objeto qualquer em direção à atribuição de um símbolo determinado para indivíduos que não são membros indeterminados de uma classe, mas seres singulares e concretos.
A escrita de nomes próprios é uma boa situação para trabalhar com modelos, uma vez que informa sobre as letras, a quantidade, a variedade, a posição e a ordem delas, além de servir de ponto de referência para confrontar as idéias das crianças com a realidade da escrita convencional.
Aprender a escrever determinadas palavras de seu universo pode servir de referência para o aluno produzir depois seus textos escritos. Por exemplo: a lista de frutas preferidas pela turma, dos objetos escolares e outras. Isso amplia seu repertório de palavras estáveis – ou seja, palavras que consegue reconhecer mesmo sem saber ainda ler convencionalmente.
Atividades de escrita
• nomes dos colegas, para identificar atividades realizadas;
• nomes dos colegas em uma agenda de telefones e endereços;
• lista dos títulos das histórias preferidas pela classe;
• lista de nomes dos personagens de determinada história;
• lista dos ingredientes de uma receita;
• títulos dos livros na ficha de controle da biblioteca de classe;
• lista de nomes dos personagens do programa preferido pela criança.
Escrita de textos estáveis
Parlendas, músicas, adivinhações e poemas conhecidos são textos privilegiados para o trabalho de escrita. Como são de fácil memorização, permitem que os alunos se concentrem em questões de notação e focalizem sua atenção na escrita das palavras: definir quais e quantas letras usar, como combiná-las e como organizá-las no espaço do papel. O professor pode propor, por exemplo:
• letras das músicas preferidas da classe, para ensiná-las a um grupo de crianças menores;
• adivinhações, para produzir um livro;
• poemas, para organizar uma coletânea, ou para colocá-los no mural da escola.
O alfabeto
Conhecer todas as letras do alfabeto e seus respectivos nomes é fundamental para a alfabetização. Não é possível falar sobre algo cujo nome se desconhece – se a criança precisar saber com que letras se escreve uma determinada palavra, terá que entender quando lhe responderem: “é com jota”, ou “é com xis”, ou “é com erre”.
O professor deve ter na sala um cartaz com o alfabeto, para se remeter a ele sempre que necessário. E cada aluno pode ter o seu, colado no próprio caderno.
E a correção, como deve ser feita?
Conforme afirma Frank Smith, “corrigir erros imediatamente após a escrita é a melhor forma de tornar as crianças ansiosas e hesitantes […]”.
Os textos produzidos pelos alunos no início da escolaridade estão longe de respeitar todas as convenções do português escrito. O professor deve ter claro que os erros cometidos nesse período inicial não se fixam, pois representam hipóteses do aprendiz, na tentativa de compreender a escrita.
Uma correção enfática dos erros em nada contribui para incentivar os alunos a escrever sempre mais. No entanto, o professor também não pode deixar de fazer intervenções pedagógicas que os ajudem a escrever cada vez melhor, em todos os aspectos. O grande desafio, nesse caso, é saber exatamente quando e como fazer uma correção adequada. Ao corrigir a escrita, é necessário levar em conta a possibilidade de o aluno compreender seus próprios erros, o contexto de comunicação que dá sentido aos textos escritos e seus destinatários. A pesquisadora Délia Lerner indica algumas situações em que a revisão se modifica, dependendo da situação:
• Em um escrito particular – o diário do aluno, uma agenda onde anota aquilo que não quer esquecer, a lista dos ingredientes de uma receita, um caderno onde escreve anedotas para contar a seus colegas, ou charadas e adivinhas para testar seus familiares – é suficiente que o autor corrija aquilo que estiver em condições de corrigir.
• Em um escrito que será lido por todos os integrantes do grupo – o mural da classe, ou o regulamento da biblioteca, por exemplo – os colegas devem colaborar entre si e o professor deve levantar os problemas que considerar pertinentes, de modo a corrigir tudo que o grupo estiver em condição de corrigir no momento (depois de exposto, o texto ainda estará sujeito a revisões e correções, em diferentes oportunidades).
• Em um texto dirigido a outras pessoas da escola, ou aos pais, a correção em grupo ou coletiva deve ser feita com especial cuidado, utilizando o tempo necessário para que o grupo explore ao máximo suas possibilidades – somente devem ficar sem corrigir as questões que estiverem relacionadas com problemas além do alcance da compreensão das crianças naquele momento (nesse caso, é importante explicitar aos pais por que esses aspectos não foram corrigidos).

Seqência Didatica em Leitura


Atividade: Descubra quem está falando...
Tipo de atividade: Leitura
Duração aproximada: 20 minutos
Objetivos: (capacidades que se pretende que os alunos desenvolvam):
·         “ler” antes de saber ler convencionalmente;
·         Compreender a natureza da relação oral/ escrito;
·         Utilizar o conhecimento sobre valor sonoro convencional das letras (qunado já sabem) ou trabalhar em parceria com alunos que fazem uso do valor sonoro (quando não sabem);
·         Utilizar estratégias de antecipação, inferência e checagem.
Procedimentos didáticos: O professor deve:
·         Ajustar o nível de desafio às possibilidades dos alunos para que realmente tenham bons problemas a resolver;
·         Organizar agrupamentos heterogêneos produtivos, em função do que os alunos já sabem e do conteúdo da tarefa que devem realizar;
·         Garantir a máxima circulação de informação, promovendo a socialização das respostas e dos procedimentos utilizados pelos grupos;
·         Relembrar as histórias em que aparecem as falas utilizadas na atividade. Vale ressaltar a importância de os alunos terem um repertório de textos literários conhecidos: se o professor não lê diariamente para a classe, é necessário que o faça;
·         Apresentar a tarefa para os alunos esclarecendo o que deve ser feito.
Algumas variações possíveis:
1.       Ler as falas e pedir aos alunos que encontrem o nome do personagem ( por exemplo: Hoje a lição é descobrir quem está falando... Eu vou ler a fala e vocês vão achar o nome do personagem).
2.       Ler o nome do personagem para os alunos identificarem a sua fala ( por exemplo: quem se lembra o q disse a Chapeuzinho Vermelho para o Lobo mau disfarçado de vovozinha? Vamos tentar encontrar essa fala e depois ligar com ‘Chapeuzinho Vermelho’).
Procedimentos dos alunos:
·         Situação 1: ler a frase ditada pelo professor e encontrar o nome dos personagens;
·         Situação 2: ler a frase equivalente à fala do personagem ( a partir de uma “dica” do professor, como a que aparece acima, no caso do “Chapeuzinho Vermelho”), buscando ajustar o texto que já conhece ao que sabe que ta escrito.
·         Discutir com o seu parceiro;
·         Marcar a resposta
·         Socializar para a classe.

MODELO DA ATIVIDADE
Nome:______________________________________________
Data:_________________________ Série:___________________

DESCUBRA DE QUEM SÃO AS FALAS ABAIXO E LIGUE AO PERSONAGEM:

VOVÓ, PARA QUE ESTA                                                                                                                                      
 BOCA TÃO GRANDE?

QUEM QUER CASAR COM                                                                                                                                                                                             
A DONA BARATINHA
QUE TEM FITA NO
CABELO E DINHEIRO NA
CAIXINHA?

RAPUZEL, SOLTE SUAS                                                                   
TRANÇAS.

ESPELHO, ESPELHO,                                                      
FALA E DIZ:                                                                                            
QUEM É A MAIS BELA
DESTE PAÍS?




PRINCIPE


MADRASTA





BARATINHA


CHAPEUZINHO
VERMELHO

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Erros ortográficos: corrigir ou não corrigir?

No início da alfabetização a escrita de palavras como caza, mininu, aneu são avanços a comemorar, pois revelam a compreensão da regra básica da escrita portuguesa: a correspondência entre "som" e letra. Erros como esses revelam hipóteses – inteligentes, plausíveis – formuladas pelo aprendiz sobre a grafia das palavras.
É normal que ele não atine, a princípio, com todas as convenções ortográficas: os sistemas de escrita alfabética (do Português e de várias línguas) incluem irregularidades, incoerências.
Embora o princípio geral seja de que cada fonema ("som") corresponda a um grafema (letra ou conjunto de letras), há casos de um fonema ser representado por diferentes grafemas (ex.: o fonema /s/ pode ser grafado com S, C, SC, Ç, SS) e há casos de uma letra representar diferentes fonemas (a letra x pode ler lida como /cs/, /ch/, /z/). O professor deve ficar atento à escrita dos alunos, conhecer suas hipóteses, identificar suas dificuldades e definir as interferências
necessárias para ajudá-los.
Algumas hipóteses equivocadas serão refeitas a partir da compreensão da regularidade existente por trás da aparente dificuldade.
Por exemplo: na fala mineira, pronunciar /i/ e grafar E, quando se trata de sílaba átona em final de palavra, é uma regularidade, não é exceção (ex.: cabide, tomate, alegre). Noutros casos, a solução é memorizar a grafia, que só se explica por razões etimológicas complexas.
Servem de exemplo as dificuldades apontadas na grafia do fonema /s/: semente, cenoura, nascer, descida, receber, ressaca. " -  Maria da Graça Costa Val (Pesquisadora do Ceale)

8 aspectos a considerar durante a correção de texto dos alunos

1. Olhe para o erro do aluno como uma oportunidade de ensinar o correto. Não ameace xerocar o texto de quem errar para colocar no mural da classe;

2. Ninguém erra propositalmente. Fazer um discurso em nome da correção pode fazer o tiro sair pela culatra. Os alunos podem ficar inibidos ao escrever;
 
3. Todo texto tem uma função social. O aluno não escreve somente para ser avaliado e sim para expor uma opinião acerca de algo. Não a despreze;

4. Explicar a proposta, a qual deve ser muito bem elaborada, garantirá menos problemas na correção. Professor, nada de aplicar redação apenas porque está com preguiça de dar aula ou para cobrir a falta de outro professor;

5. Não potencialize o conteúdo em detrimento da forma. Ambos são importantes. É importante, no entanto, que os critérios sejam muito bem explicados previamente;

6. Ensine seus alunos a fazer um rascunho. O primeiro texto dificilmente será o melhor a ser apresentado;

7. Faça exercícios de elaboração de introdução, desenvolvimento, criação de critérios e de conclusão. É muito mais fácil estudar em parte o texto do que "vomitar" toda a informação na cara do aluno;

8. A obediência à norma culta é um dos aspectos avaliados. Um texto não é desprezível por um erro de grafia, mas esta pode prejudicar consideravelmente a ideia.