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sábado, 18 de junho de 2011

ALGUNS TEXTOS PARA O CADERNO DE LEITURA

MÚSICA: CAI, CAI, BALÃO

CAI,CAI, BALÃO
CAI, CAI, BALÃO
AQUI NA MINHA MÃO.
NÃO CAI NÃO,NÃO CAI NÃO,NÃO CAI NÃO!
CAI NA RUA DO SABÃO.

MÚSICA: CAPELINHA DE MELÃO

CAPELINHA DE MELÃO,
É DE SÃO JOÃO.
É DE CRAVO, É DE ROSA,
É DE MANJERICÃO.
SÃO JOÃO ESTÁ DORMINDO,
NÃO ACORDA NÃO.
ACORDAI, ACORDAI,
ACORDAI JOÃO.

MÚSICA: CARNEIRINHO, CARNEIRÃO

CARNEIRINHO, CARNEIRÃO,NEIRÃO, NEIRÃO.
OLHAI PRO CÉU, OLHAI PRO CHÃO,PRO CHÃO, PRO CHÃO.
MANDA EL-REI,NOSSO SENHOR,SENHOR, SENHOR.
CADA UM SE LEVANTAR...

ORAÇÃO: BOM DIA!

BOM DIA, MEU DEUS QUERIDO!
AS AULAS JÁ VÃO COMEÇAR.
NÓS QUEREMOS QUE O SENHOR, VENHA CONOSCO FICAR.
AQUI ESTAMOS JUNTINHOS.
E JÁ VAMOS ESTUDAR.
ABENÇOE A NOSSA CLASSE, A NOSSA ESCOLA E O NOSSO LAR.
AMÉM!

PARLENDAS

UM, DOIS, FEIJÃO COM ARROZ.
TRÊS, QUATRO, FEIJÃO NO PRATO.
CINCO, SEIS, BOLO INGLÊS.
SETE, OITO, COMER BISCOITO.
NOVE, DEZ, COMER PASTÉIS.

A GALINHA DO VIZINHO

A GALINHA DO VIZINHO
BOTA OVO AMARELINHO
BOTA UM, BOTA DOIS,
BOTA TRÊS, BOTA QUATRO,
BOTA CINCO, BOTA SEIS,
BOTA SETE, BOTA OITO,
BOTA NOVE, BOTA DEZ.
QUADRINHAS POPULARES

VOCÊ ME MANDOU CANTAR
PENSANDO QUE EU NÃO SABIA
POIS EU SOU QUE NEM CIGARRA
CANTO SEMPRE TODO DIA.

LÁ NO FUNDO DO QUINTAL
TEM UM TACHO DE MELADO
QUEM NÃO SABE CANTAR VERSO
É MELHOR FICAR CALADO.

VOA, VOA PASSARINHO,
SE TU JÁ QUERES VOAR;
OS PEZINHOS PELO CHÃO
E AS ASINHAS PELO AR.

ESCREVI TEU BELO NOME
NA PALMA DA MINHA MÃO,
PASSOU UM PÁSSARO E DISSE:
ESCREVE NO TEU CORAÇÃO.

COMO DUAS ANDORINHAS
NUMA TARDE DE VERÃO,
SEREMOS SEMPRE AMIGOS,
AMIGOS DO CORAÇÃO.

SOU PEQUENINA
CRIANÇA MIMOSA
TRAGO NAS FACES
AS CORES DA ROSA.


SOU PEQUENINA
DA PERNA GROSSA
VESTIDO CURTO?
PAPAI NÃO GOSTA.

MINHA MÃE TÁ ME CHAMANDO
DIZ A ELA QUE JÁ VOU
ESTOU LENDO UMA CARTINHA
QUE O MEU AMOR MANDOU.

FUI FAZER A MINHA CAMA
ME ESQUECI DO COBERTOR
DEU UM VENTO NA ROSEIRA
ENCHEU MINHA CAMA DE FLOR.


SOU PEQUENININHA
DO TAMANHO DE UM BOTÃO
CARREGO PAPAI NO BOLSO
E MAMÃE NO CORAÇÃO.

SE ESSA RUA FOSSE MINHA
EU MANDAVA LADRILHAR
OU DE OURO, OU DE PRATA
PARA MEU BEM PASSEAR.

QUEM QUISER SABER MEU NOME
DÊ UMA VOLTA NO JARDIM
QUE O MEU NOME ESTÁ ESCRITO
NUMA FOLHA DE JASMIM

BATATINHA QUANDO NASCE
ESPARRAMA PELO CHÃO
MEU BENZINHO QUANDO DORME
PÕE A MÃO NO CORAÇÃO.

APROVEITA MINHA GENTE
APROVEITA E NÃO DEMORA
QUE A LARANJA ESTÁ ACABANDO
QUE MEU CARRO JÁ VAI EMBORA.

EU PLANTEI UM PÉ DE ROSA
PARA TE DAR UM BOTÃO
O PÉ DE ROSA MORREU
EU TE DOU MEU CORAÇÃO.

PASSARINHO, PASSARINHO
QUE CANTA NO MEU JARDIM,
NÃO O PRENDO AMIGUINHO,
CANTE BEM PERTO DE MIM.

AS ESTRELAS NASCEM NO CÉU
OS PEIXES NASCEM NO MAR
EU NASCI AQUI NESTE MUNDO
SOMENTE PARA TE AMAR!

O QUE É UMA QUADRA POPULAR?É a forma lírica mais comum entre o povo; foi também utilizada por poetas de renome. Composta por quatro versos, a rima surge geralmente no 2.º e 4.º versos, sendo os outros dois versos sem rima.

 

LISTA DE FRUTAS

ABACATE
ABACAXI
AÇAI
ACEROLA
AMEIXA
BANANA
CAJU
CAQUI
CARAMBOLA
CEREJA
COCO
FIGO
FRAMBOESA
GOIABA
JABUTICABA
JACA
KIWI
LARANJA
LIMÃO
MAÇÃ
MANGA
MARACUJÁ
MELANCIA
MELÃO
MEXERICA
MORANGO
NECTARINA
PÊRA
PÊSSEGO
PITANGA


CADÊ - José Paulo Paes

NOSSA! QUE ESCURO!
CADÊ A LUZ?
DEDO APAGOU.
CADÊ O DEDO?
ENTRO NO NARIZ.
CADÊ O NARIZ?
DANDO UM ESPIRRO.
CADÊ O ESPIRRO?
FICOU NO LENÇO?
CADÊ O LENÇO?
DENTRO DO BOLSO.
CADÊ O BOLSO?
FOI COM A CALÇA?
CADÊ A CALÇA?
NO GUARDA-ROUPA.
CADÊ O GUARDA-ROUPA?
FECHADO À CHAVE.
CADÊ A CHAVE?
HOMEM LEVOU.
CADÊ O HOMEM?
ESTÁ DORMINDODE LUZ APAGADA.
NOSSA! QUE ESCURO!

POESIA: AS BORBOLETAS - Vinícius de Moraes

BRANCAS, AZUIS, AMARELAS E PRETAS
BRINCAM NA LUZ AS BELAS BORBOLETAS.
BORBOLETAS BRANCAS SÃO ALEGRES E FRANCAS.
BORBOLETAS AZUIS GOSTAM MUITO DE LUZ.
AS AMARELINHAS SÃO TÃO BONITINHAS!
E AS PRETAS ENTÃO?
Ó! QUE ESCURIDÃO!

LISTA DE MATERIAL ESCOLAR

• CADERNO
• LÁPIS
• ESTOJO
• BORRACHA
• APONTADOR
• TESOURA
• RÉGUA
• COLA
• CANETINHA
• MOCHILA
• GIZ
• LIVRO
• PASTA
• CANETA
• LÁPIS DE COR
• PLÁSTICO
• FOLHA

MÚSICA: SEU NOÉ

LÁ VEM O SEU NOÉ
COMANDANDO O BATALHÃO
MACACO VEM SENTADO
NA CORCUNDA DO LEÃO
O GATO FAZ MIAU, MIAU, MIAU
O CACHORRO LULU AU, AU, AU, AU
O PERU FAZ GLU, GLU
O CARNEIRO FAZ MÉE
O GALO GARNIZÉ QUÉ, QUERÉ, QUERÉ, QUÉ, QUÉ

MÚSICA: O CRAVO E A ROSA

O CRAVO BRIGOU COM A ROSA
DEBAIXO DE UMA SACADA
O CRAVO SAIU FERIDO
E A ROSA DESPEDAÇADA
O CRAVO FICOU DOENTE
A ROSA FOI VISITAR
O CRAVO TEVE UM DESMAIO
A ROSA PÔS-SE A CHORAR.
LISTA DE PALAVRAS COM ÃO

AVIÃO
BOTÃO
CAMINHÃO
CÃO
CHÃO
COLCHÃO

CADERNO DE LEITURA: um recurso a favor da Alfabetização.

Como surgiu a proposta?
Surgiu da observação de que muitas crianças aprendiam a ler a partir da “leitura” de textos que já sabiam de cor (músicas, poemas, listas de nomes de familiares e amigos e outros textos de conteúdo conhecido).
A observação dessa prática motivou a proposta de organizar um caderno de leitura contendo diferentes tipos de textos conhecidos das crianças, como apoio à alfabetização.

O que se pode aprender?
O caderno de leitura possibilita:
• Trabalhar com textos reais, de diferentes gêneros
• Apresentar um repertório de textos conhecidos das crianças
• Organizar os textos trabalhados em classe
• Desenvolver atividades de leitura compartilhada
• Incentivar as crianças a lerem antes de saber fazê-lo de forma convencional
• Socializar com os familiares alguns dos textos que circulam na sala de aula
• Promover a leitura e consulta dos textos sempre que as crianças desejarem e/ou necessitarem
• Criar um referencial estável de textos/palavras que podem ser usados no momento de produzir outros textos.
Que textos selecionar?
O caderno de leitura pode ter duas partes. Uma delas com textos como parlendas, poemas, quadrinhas, músicas, listas e outros textos que as crianças sabem de cor. E outra com textos que as crianças demonstrarem interesse em ter disponíveis para compartilhar com familiares e amigos: fábulas, piadas, receitas e outros.

Quais os objetivos?
Não podemos esquecer que um dos objetivos do caderno é apresentar um repertório de textos conhecidos pelas crianças.Quanto ao tipo de caderno, pode-se escolher o de brochura pequeno, pois é mais fácil de carregar na mochila, sendo que ele vai para casa todos os dias.

O caderno de leitura tem como objetivos principais:
• incentivar a prática da leitura e o desejo de ler
• possibilitar o contato direto das crianças com textos reais
• ampliar a diversidade de gêneros textuais conhecidos pelas crianças
• garantir um repertório de textos de boa qualidade que se constitua num material de consulta para a escrita de outros textos
• incentivar as crianças a lerem mesmo quando ainda não sabem ler convencionalmente
• apresentar situações reais em que as crianças tenham que utilizar estratégias de leitura e ajustar o que sabem de cor ao que está escrito
• desencadear atividades de leitura que exigem reflexão sobre a escrita convencional
• favorecer algumas aprendizagens importantes: sobre o fato de todo escrito poder ser lido, sobre a linguagem que se usa para escrever, sobre a disposição gráfica dos diferentes gêneros textuais, sobre o valor sonoro convencional das letras...
• ajudar as crianças a avançarem nos seus conhecimentos sobre a escrita.

Desde quando?
O caderno de leitura pode ser organizado com as turmas de três anos em diante.
• Com as crianças de 3 a 5 anos, o caderno será uma oportunidade para que elas se reconheçam capazes de ler. A seleção dos textos deve sempre ter como critérios principais: as características, conhecimentos e preferências da turma e a qualidade do material (tanto do ponto de vista do conteúdo como da apresentação gráfica). Nessa faixa etária o caderno possibilita (principalmente) resgatar textos significativos da cultura popular, ampliar o repertório de textos conhecidos, aprender que tudo o que dizemos, cantamos, recitamos pode ser escrito, que os textos são diferentes e se organizam graficamente de modo diferente, que escrevemos com letras...
• A partir dos 6 anos, além dessas vantagens, o caderno serve também como fonte de consulta para a escrita das crianças, em situações espontâneas ou orientadas pelo professor.

Alguns cuidados com o caderno de leitura:
É importante:
• garantir, na página inicial, uma breve apresentação do caderno com os seus objetivos, para que os familiares saibam para que serve e como será utilizado em casa e na escola;
• deixar, em seguida, um espaço para elaboração progressiva de um índice dos textos;
• garantir uma boa apresentação do material (textos bem impressos, com letra legível e de tamanho adequado, recortados e colados com capricho pelo professor etc);
• incentivar as crianças a terem uma atitude de cuidado com o caderno;
• apresentar às crianças os portadores de onde são transcritos os textos;
• manter a diagramação dos textos tal como é feita nos portadores de origem;
• não permitir a ilustração do caderno, pois não se pretende que as crianças reconheçam os textos a partir de imagens, mas sim de outras estratégias;
• deixar claro que o caderno deve ser mantido sempre na mochila das crianças, para que circule além da escola.

PROCEDIMENTOS:

Iniciar o caderno com uma abertura: uma mensagem sobre o caderno, depois os objetivos do caderno e em seguida, a lista dos alunos da sala e seus respectivos números, onde quem fará a chamada são as crianças, lendo os nomes e números e o referido aluno responde.
Na seqüência, colar a oração que fazemos diariamente e mais oito textos incluindo músicas, parlendas e trava-línguas.
Dar um tempo e colar nova remessa de textos: músicas, poemas e mais parlendas.
Fazer leitura diária de todos os textos do caderno, utilizando estratégias para leitura, como leitura dos textos debaixo para cima, meninas lêem uma parte e os meninos outra...
A intenção do caderno é somente leitura, sem apoio de figuras.Mas, nada impede que se trabalhe à parte os textos do caderno, dependendo do nível da criança elaborar atividades como por exemplo: jogos mexe-mexe, completar lacunas, textos fatiados, cruzadinhas, caça-palavras, desenho sobre determinado texto...
Os textos devem ser impressos com boa qualidade, imprimindo os textos na matricial, assim não gasta muito com xerox.Fazer sempre com a classe, ditados de listas, escrita espontânea de alguma música, parlenda...Assim pode-se acompanhar o desenvolvimento da escrita dos alunos.

Tipo de letra: Todos os textos com letras maiúsculas.

ATIVIDADES RELACIONADAS:

Quanto a sugestão de atividades, tem uma série de atividades que pode-se conciliar com o caderno de leitura: textos fatiados, lacunados, reescrita dos textos do caderno, produções de textos coletivas e individuais, cruzadinhas, caça-palavras, enfim uma série de atividades que dá para complementar e fixar os conteúdos que pretende-se desenvolver.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Alfabetizar na Educação Infantil. Pode?


Grande parte das crianças da escola pública precisa desse espaço para ter acesso a um ambiente alfabetizador


A polêmica sobre ensinar ou não as crianças a ler e a escrever já na Educação Infantil tem origem em pressupostos diferentes a respeito de várias questões. Entre elas:

■ O que é alfabetização? Alguns educadores acham que é a aquisição do sistema alfabético de escrita; outros, um processo pelo qual a pessoa se torna capaz de ler, compreender o texto e se expressar por escrito.

■ Como se aprende a ler e escrever? Pode ser uma aprendizagem de natureza perceptual e motora ou de natureza conceitual. O ensino, no primeiro caso, pode estar baseado no reconhecimento e na cópia de letras, sílabas e palavras. No segundo, no planejamento intencional de práticas sociais mediadas pela escrita, para que as crianças delas participem e recebam informações contextualizadas.

■ O que é a escrita? Há quem defenda ser um simples código de transcrição da fala e os que acreditam ser ela um sistema de representação da linguagem, um objeto social complexo com diferentes usos e funções.
Em razão desses diferentes pressupostos, alguns educadores receiam a antecipação de práticas pedagógicas tradicionais do Ensino Fundamental antes dos 6 anos (exercícios de prontidão, cópia e memorização) e a perda do lúdico. Como se a escrita entrasse por uma porta e as atividades com outras linguagens (música, brincadeira, desenho etc.) saíssem por outra. Por outro lado, há quem valorize a presença da cultura escrita na Educação Infantil por entender que para o processo de alfabetização é importante a criança ter familiaridade com o mundo dos textos.

Na Educação Infantil, as crianças recebem informações sobre a escrita quando: brincam com a sonoridade das palavras, reconhecendo semelhanças e diferenças entre os termos; manuseiam todo tipo de material escrito, como revistas, gibis, livros, fascículos etc.; e o professor lê para a turma e serve de escriba na produção de textos coletivos.

Alguns alunos estão imersos nesse contexto, convivendo com adultos alfabetizados e com livros em casa e aprendendo as letras no teclado do computador. Eles fazem parte de um mundo letrado, de um ambiente alfabetizador. Outros não: há os que vivem na zona rural, onde a escrita não é tão presente, e os que, mesmo morando em centros urbanos, não têm contato com pessoas alfabetizadas e com os usos sociais da leitura e da escrita.

Grande parte das crianças da escola pública depende desse espaço para ter acesso a esse patrimônio cultural. A Educação Infantil é uma etapa fundamental do desenvolvimento escolar das crianças. Ao democratizar o acesso à cultura escrita, ela contribui para minimizar diferenças socioculturais. Para que os alunos aprendam a ler e a escrever, é preciso que participem de atos de leitura e escrita desde o início da escolarização. Se a Educação Infantil cumprir seu papel, envolvendo os pequenos em atividades que os façam pensar e compreender a escrita, no final dessa etapa eles estarão naturalmente alfabetizados (ou aptos a dar passos mais ousados em seus papéis de leitores e escritores)".

Extraido do site da Revista Nova Escola

Por que não trabalhar apenas com atividades pontilhadas para desenvolver a coordenação motora

Vi esta pergunta em um site aqui na net, gostei muito da resposta e gostaria de compartilhar com vocês.

Pedagogos, por favor, me respondam?
Atividades que utilizam letras pontilhadas para cubrir para fins de exercitar a coordenação motora de crianças nas séries iniciais estão descartadas do método de ensino?
Digo isso, porque minha mãe é professora e ela fez uma atividade desse tipo com seus alunos de série inicial e a pedagoga reprovou e disse que não se usa mais esse tipo de atividade, sendo até muito deselegante.

Olá!
A "questão" não é estar "descartado" ou não... Os pontilhados para cobrir "determinam" o movimento que a criança fará... A Coordenação Motora Fina deve ser "livre" e "espontânea" e, principalmente, prazerosa para a criança...! Creio que cobrir pontilhados não seja muito divertido...!
Há diversas outras atividades que possibilitam o desenvolvimento da Coordenação Motora, sem que o Professor precise utilizar os pontilhados para cobrir...!
As atividades livres também devem ser contempladas na rotina das crianças... Evidentemente, que não significa dar uma folha em branco, TODOS OS DIAS, para que "rabisquem"...!
A Coordenação Motora "envolve" todo o corpo, então porque "ater-se" a atividades "semiprontas" de pontilhados para cobrir onde (aparentemente) somente as mãos estão sendo exercitadas...???

Trecho do RCNEI...
"É muito importante que o professor perceba os diversos significados que pode ter a atividade motora para as crianças. Isso poderá contribuir para que ele possa ajudá-las a ter uma percepção adequada de seus recursos corporais, de suas possibilidades e limitações sempre em transformação, dando-lhes condições de se expressarem com liberdade e de aperfeiçoarem suas competências motoras. O professor deve refletir sobre as solicitações corporais das crianças e sua atitude diante das manifestações da motricidade infantil, compreendendo seu caráter lúdico e expressivo."

Sugiro que leia atentamente o RCNEI (Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil) volume 3, que trata da descoberta do movimento, na Educação Infantil...
Se você ainda não tem o RCNEI, entre em contato comigo que lhe envio o volume 3 (ou todos, se quiser!) ou faça você mesma o download:
http://portal.mec.gov.br/seb/index.php?o…

Trecho do RCNEI...
"O trabalho com movimento contempla a multiplicidade de funções e manifestações do ato motor, propiciando um amplo desenvolvimento de aspectos específicos da
motricidade das crianças, abrangendo uma reflexão acerca das posturas corporais implicadas nas atividades cotidianas, bem como atividades voltadas para a ampliação da cultura corporal de cada criança."

Orientações Práticas, de acordo com o RCNEI...
• Participação em brincadeiras e jogos que envolvam correr, subir, descer, escorregar, pendurar-se, movimentar-se, dançar etc., Para ampliar gradualmente o conhecimento e controle sobre o corpo e o movimento.
• Utilização dos recursos de deslocamento e das habilidades de força, velocidade, resistência e flexibilidade nos jogos e brincadeiras dos quais participa.
• Valorização de suas conquistas corporais.
• Manipulação de materiais, objetos e brinquedos diversos para aperfeiçoamento de suas habilidades manuais.
Bem, é o que penso!
Sorte e sucesso!

sexta-feira, 3 de junho de 2011

CORRIGIR OU ACEITAR – O ERRO NO PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO?

Uma das maiores dúvidas quando se fala em alfabetização, é sobre o papel do erro neste processo. O que fazer? Como lidar com tentativas frustradas de escritas? Corrigir ou aceitar?
 

Partindo do princípio de que o erro é um processo de construção, que a criança só erra porque busca o acerto, devemos ter em mente que ele é fator fundamental no processo de aprendizado. Se a criança copia por copiar, cometerá erros referentes à falta de atenção, por não identificar uma ou outra letra, mas quando o erro é fruto da construção espontânea, onde mais do que codificar ou decodificar um símbolo, é o entendimento e a expressão de uma idéia o que se busca, o erro acontecerá com mais freqüência. Devemos, então, observar em primeiro plano, o nível de aquisição da escrita em que a criança se encontra, pois cada nível possui suas particularidades e erros comuns a esta etapa.
 

A correção é importante, cada vez que a criança repete o erro, pois o considerando como a opção certa, estamos permitindo que a realização deste exercício motor, reforce a escrita incorreta no processo mental. Logo, é natural a criança reproduzir na escrita espontânea, aquilo que escuta quando fala (Kasa para casa), no entanto, reforçar este modelo, não contribuirá para a escrita correta. A melhor alternativa, seja em qual for a etapa em que a criança se encontra, é criar um conflito, para que ela elabore novas hipóteses para a escrita da mesma palavra.
 

Na escrita espontânea, a criança por si, se dá conta de que há um erro, com isso, busca frequentemente o auxílio do educador para mostrar o que escreveu. Quando damos um elogio para um erro, além de reforçar a escrita incorreta, corremos o risco de cair no descrédito, pois a criança se dá conta que não é preciso escrever da forma correta e, logo, deixará de buscar o auxílio do educador.
 

Há várias formas de fazer uma intervenção, seja com questionamentos ou apenas mostrando a criança como se escreve. Ter em sala alfabeto móvel e outras formas de visualização deste recurso, favorece a observação e a comparação da produção espontânea, com a forma correta de escrever. . Por isso, nesta fase de alfabetização, os exercícios que favorecem noções topológicas, desenvolvem a motricidade e a lateralidade, colaboram tanto para a escrita correta de palavras.
 

Conclui-se então, que observando uma criança  vemos que ela aprende a engatinhar, a andar, a correr por si mesma, nunca por meio de lições verbais dos adultos, mas muito através da necessidade e da imitação. A vida da criança é uma sucessão de experiências de aprendizagem adquirida por ela mesma, quando tem a oportunidade de interação. Ao chegar à escola, ela traz consigo infinitas experiências e conhecimentos acumulados, conquistados por meio de exploração visual, auditiva, jogos, brincadeiras, conversas, passeios, contatos, brinquedos, que influenciarão no processo de aprendizagem.
 

No processo de aprendizagem da leitura e da escrta, a criança defronta-se com um mundo cheio de atrações (letras, palavras, frases, textos) e se engajará neste mundo muito mais facilmente se puder participar integralmente dele e se o processo for transformado num grande ato lúdico (participativo, inteligente, prazeroso), em oposição ao ato técnico (estático, repetitivo, mecânico) muito próprio das escolas. Portanto, podemos perceber a necessidade de se relacionar o processo de alfabetização com o lúdico, na forma de jogos e brincadeiras, que despertam o interesse e arrebatam a atenção das crianças, tornando este processo recheado de significado.
 Texto encontrado no blog www.joaopharaoh.blogspot.com

terça-feira, 24 de maio de 2011

LER QUANDO NÃO SE SABE

Todos os anos chegam à escola pública umas poucas crianças que já sabem ler, mas a maioria ainda vai aprender. E muitas pessoas se perguntam: Como será que algumas crianças se tornam leitoras antes de estudar as lições da cartilha? Será que são mais inteligentes?
Por outro lado, muitos também refletem: Por que algumas crianças levam dois, três, quatro anos, ou até uma vida (no caso dos adultos analfabetos) para aprender a ler? Com certeza, na maioria dos casos não se trata de um distúrbio, pois um dia eles aprendem – sabemos disso. Conversando com os pais, e até mesmo com essas crianças leitoras, descobrimos coisas interessantes. Eles dizem, por exemplo:
• Aqui em casa lemos a Bíblia todos os dias; meu filho sempre pergunta onde está escrito o que escuta a gente ler.
• Gosto de ler histórias para ele e apontar onde estou lendo.
• Acho bom as crianças saberem o que está escrito nas embalagens e, por isso, leio sempre para minha filha, que me enche de perguntas.
• Ganho gibis velhos da minha patroa e dou para a minha filha brincar de ler.
É fascinante ouvir os pais contarem essas histórias e tantas outras, observar o interesse das crianças pela palavra escrita e, mais bonito ainda, ver como esses pais, sem perceber, estão o tempo todo ensinando aos filhos a respeito da leitura. Nessas situações, os adultos são verdadeiros parceiros, são informantes; usam textos reais, tratam os pequenos como leitores, acreditam que é lendo que se aprende a ler – ainda que nem sempre tenham consciência disso. Para eles, compreender e decifrar o texto são coisas que caminham juntas. Poderíamos dizer que essa é uma situação privilegiada: pais que dão a seus filhos informações a respeito da escrita. E o que acontece quando os pais são analfabetos? As crianças não aprendem só com adultos, mas também com outras crianças que já sabem ler. Quantas vezes não ouvimos os pais dizerem: O mais velho estava estudando e ele ficava observando; aprendeu praticamente sozinho. E há também o caso das classes multisseriadas, em que alunos com nível de conhecimento bem diferenciado aprendem muito uns com os outros.
Hoje sabemos que, para adquirir conhecimentos, não basta ouvir. Na verdade, as crianças interpretam o que ouvem, pensam e refletem a partir do que já conhecem. Desde muito pequenas, elas podem e devem conhecer os diferentes materiais de leitura, saber para que servem e tentar descobrir o que está escrito. É por isso que o trabalho com a linguagem escrita é de extrema importância na Educação Infantil. Não se trata de preparar as crianças para a 1ª série, mas sim de oferecer-lhes a leitura e a escrita. As crianças pequenas sempre podem e querem aprender muito. Mas, o que fazer quando não há adultos informantes, nem irmãos que possam ajudar, nem classes multisseriadas? Nesses casos, o papel de ensinar a ler e escrever cabe somente à escola, mais especificamente ao professor.
Ao iniciar o ano, é fundamental fazer uma sondagem, um diagnóstico dos conhecimentos dos alunos. É indispensável entender como eles elaboram hipóteses a respeito da escrita e da leitura, para organizar um trabalho que lhes coloque bons desafios.
Dez questões a considerar
O planejamento de situações de leitura para alunos que estão se alfabetizando deve considerar as seguintes questões:
1. É possível ler, quando ainda não se sabe ler convencionalmente.
2. Ler (diferentes textos, em distintas circunstâncias de comunicação) é um bom problema a ser resolvido.
3. Quando o aluno ainda não sabe decodificar completamente o texto impresso e precisa descobrir o que está escrito, sua tendência é buscar adivinhar o que não consegue decifrar, recorrendo ao contexto no qual os escritos estão inseridos, bem como às letras iniciais, finais ou intermediárias das palavras.
4. Os alunos devem ser tratados como leitores plenos: é preciso evitar colocá-los em posição de decifradores, ou de “sonorizadores” de textos.
5. É fundamental planejar, desde o início do processo de aprendizagem da leitura, atividades que tenham a maior similaridade possível com as práticas sociais de leitura.
6. Deve-se dar oportunidade às crianças de interagir com uma grande variedade de textos impressos, de escritos sociais.
7. Apresentar os textos no contexto em que eles efetivamente aparecem favorece a coordenação necessária, em todo ato de leitura, entre a escrita e o contexto.
8. É preciso propor atividades ao mesmo tempo possíveis e difíceis, que permitam refletir sobre a escrita convencional: atividades em que os alunos ponham em jogo o que sabem, para aprender o que ainda não sabem.
9. É importante não trabalhar com as palavras isoladamente, mas como meio para que o aluno, com sua atenção focalizada em uma unidade pequena do texto, possa refletir sobre as características da escrita.
10. Deve-se favorecer a cooperação entre os alunos, de tal modo que eles possam socializar as informações que já têm, confrontar e pôr à prova suas diferentes estratégias de leitura. Na sala de aula, devemos oferecer aos alunos muitas oportunidades de aprender a ler, adotando procedimentos utilizados pelos bons leitores. É necessário selecionar com cuidado os textos; garantir às crianças a oportunidade de observar como os já leitores utilizam os materiais de leitura; e organizar situações em que elas participem de atos de leitura. É preciso também planejar atividades de leitura que contribuam para a compreensão do sistema de escrita e favoreçam a análise e a reflexão
acerca da correspondência fonográfica própria de nosso sistema de escrita. Esse tipo de atividade exige uma análise quantitativa e qualitativa da correspondência entre os segmentos falados e os escritos. São situações em que o aluno deve ler, embora ainda não saiba ler. Vejamos alguns exemplos (apud Actualización curricular (EGB) Primer Ciclo, Secretaría de Educación, Dirección de Curriculum, Municipalidad de la Ciudad de Buenos Aires, 1995):
1. Garantir um espaço para trabalhar com textos conhecidos pelos alunos, aproveitando situações em que seja significativo ler e reler o que já conhecem de memória. Experimente, por exemplo, ensaiar uma música que todos vão cantar juntos, acompanhando com a leitura no texto impresso – ou um poema, ou uma adivinhação, que se vá gravar em fita cassete. Essas atividades tornam possível acompanhar no texto o que vai sendo dito, e ajudam a pensar na correspondência entre “o que se diz” e “o que está escrito”.
2. Quando se trata de textos desconhecidos, lançar mão de diferentes situações que requerem uma leitura exploratória, destinada a localizar determinadas informações (em vez de propor a leitura exaustiva de tudo que está escrito):
• localizar onde está dito – por exemplo, achar no jornal em qual emissora de tevê e em que horário é transmitido determinado programa de interesse;
• determinar se o texto diz ou não diz algo – por exemplo, ver se no cardápio do dia consta ou não consta determinada comida;
• identificar qual é a correta, entre várias possibilidades antecipáveis: qual das fichas da biblioteca corresponde ao conto de Branca de Neve, qual ao da Gata Borralheira…
3. Criar contextos que permitam aprofundar o trabalho sobre o texto, como, por exemplo:
• ler um trecho e pedir para os alunos formularem suposições sobre seu significado e, depois, confrontarem com os indicadores que o texto oferece;
• propor várias alternativas possíveis de interpretação, para que os alunos decidam qual delas aparece efetivamente no texto.
As crianças podem aprender muito sobre a escrita, tanto dentro quanto fora da escola, mas, para isso, a condição é acreditar que todas podem aprender e valorizar o que já sabem – em vez de enfatizar, o tempo todo, aquilo que ainda não aprenderam. O desafio pedagógico, como sempre, está na articulação entre o difícil e o possível de ser realizado pelos alunos.


segunda-feira, 23 de maio de 2011

Letramento: um mergulho na escrita

Muita gente que não gosta de ler foi escolarizada exclusivamente com cartilhas e livros didáticos, sem ter sido convidada a folhear um jornal, a curtir um poema, a procurar uma informação num catálogo ou a relaxar com uma história em quadrinhos.
A escola pode contribuir de muitas maneiras para formar individuos não apenas alfabetizados, mas também letrados. Desde a alfabetização, apresentar uma ampla variedade de textos é favorecer um mergulho no mundo da escrita, com a exploração de mil e uma possibilidades.
A palavra letramento ainda não é muito conhecida, mas começa a fazer parte do vocabulário dos professores. Trata-se de um conceito que tem sido divulgado na literatura pedagógica por pesquisadores como mary Kato, Ângela Kleiman e Magda Soares.
Para Magda Soares (1998, p.39), letramento é o resultado da ação de ensinar e aprender as práticas sociais da leitura e escrita; é também o estado ou condição q adquire um grupo social, ou um indivíduo como consequencia  de ter-se apropriado da escrita e de suas práticas sociais.
Para formar cidadãos letrados, não apenas alfabetizados, o repertório e as situações de leitura, tanto das crianças quanto dos jovens e daultos, precisa ser ampliado para conter diversos tipos de textos que circulam intensamente na vida social. Nem todo mundo gosta de romances, há quem prefira revistas ou quadrnhos. Mas todo mundo que passa oito anos na escola fundamental deveria no minimo aprender a escrever uma carta, a ler um contrato ou procurar as informações de que necessita na vida cotidiana, seja em encicliclopédias, dicionários, jornais ou bulas de remédios.